O objetivo é amedrontar e fazer crer que o mundo (fora do ambiente da seita) é um lugar perigoso para os seus membros, e que somente dentro da seita há proteção.
A liderança costuma ser a única fonte de informação (ainda que escassa) para os seus seguidores. Os que questionam e/ou se levantam contra seus líderes são tidos como infiéis, rebeldes, caídos e instrumentos do diabo. Ou seja, num ambiente típico de seita, a liderança tem sempre razão.
O argumento de que cada membro tem que fazer "parte do corpo de Cristo" é normalmente usado fora do contexto bíblico, como pretexto para aprisionar e, consequentemente, controlar membros.
Difícil entender que o vínculo de um membro ao "corpo de Cristo" não é terreno/material, e não está associado ao fato de pertencer a um grupo qualquer. A falsa sensação de segurança, por fazer parte de um grupo religioso organizado, e que se diz exclusivo, é uma grande ilusão.
A verdadeira igreja, corpo de Cristo, é invisível, espiritual e universal.
Ela não se limita à denominação e nem está restrita à liderança alguma. Nesse caso, podemos dizer que a igreja não é um monstro com várias cabeças (lideranças), pois o único Cabeça é Cristo, obviamente.
Isso significa que ninguém está obrigado a concordar com a sua liderança, ou se sentir na obrigação de seguir suas cartilhas religiosas.
Grupos controladores proliferam-se em todas as partes do mundo e não são necessariamente nenhuma novidade moderna, pois eles sempre existiram na história da igreja cristã. Mas, o contexto atual assusta pela facilidade com que esses grupos crescem no Brasil e conseguem rapidamente exercer grande poder religioso, economico e até político na nossa sociedade.
Sua capacidade de influência comportamental e social sobre as pessoas não pode ser desprezada e, em muitos casos, ela representa real ameaça ao bem estar da sociedade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário