A autoridade forjada assemelha-se à "autoridade dos Fariseus e Escribas", postulada por um sistema religioso, que causa medo nas pessoas.
Ela é distinta da autoridade de Jesus, que foi concedida por Deus e reconhecida pelo povo - porque Ele não falou como os fariseus.
Além disso, ela tem como objetivo legislar o comportamento dos fiéis e, por isso, enfatiza o desempenho comportamental de seus membros.
Obediencia e submissão são palavras-chaves nesse contexto autoritário e extremamente legalista.
A liderança que exige a presença de seus membros em cultos, reuniões, encontros e demais atividades relacionadas à igreja, por exemplo, perdeu o foco do verdadeiro objetivo do Evangelho de Cristo.
Ora, como foi que as pessoas receberam a graça de Deus? Certamente não foi por merecimento, nem por frequentar cultos, reuniões e encontros.
Será que uma reunião com muitas pessoas é mais abençoada do que outra com apenas dois ou três?
Nossos eventos precisam ter mais de algumas centenas ou milhares de pessoas para "sentirmos a presença de Deus"? Certamente que não.
Portanto, precisamos rever nossos valores, pois a bíblia não nos ensina a sermos bonecos ou robôs programados e dominados por lideranças que valorizam mais o comportamento humano do que as dádivas de Deus aos homens.
Pense: alguém seria realmente capaz de agradar a Deus através do seu comportamento/desempenho espiritual?
Será por isso que vamos à igreja? Para aprender como ganhar pontos com Deus (como se Ele estivesse contando)?
Sistemas religiosos que associam frequência aos cultos à obediência a Cristo estão fadados ao desgaste e ao desastre.
A Palavra nos ensina que Deus olha para o coração.
É bem possível que estejamos indo à igreja por outros motivos, que não sejam os de louvar a Deus e dar a Ele glória.
Podemos estar frequentando reuniões apenas para marcar ponto, ou mostrar para o pastor que estamos presentes, ou convencer as pessoas que somos espirituais, ou simplesmente por medo de sermos julgados.
A verdade é que se Cristo é por nós, quem será contra nós?
O legalismo religioso não é garantia de Graça.
Aceitamos os benefícios da Graça na vida do mais vil pecador, mas até quando vamos ficar sem compreender e aceitar a Graça, surpreendente de Deus, na vida do crente?
Por mais que sistemas religiosos tentem nos convencer de que o desempenho espiritual é necessário, a Palavra nos assegura que Deus nos amou de "tal maneira", que até a nossa justiça é como trapos de imundícia, e nada podemos fazer para alcançar a Sua Justiça, exceto crer no Filho.
Que Deus nos dê graça para gozarmos mais da Sua GRAÇA, e, tirar o Legalismo, de uma vez por todas, da nossa jornada com Ele.
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