sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Aproveito o dia de hoje, em homenagem à Reforma Protestante, para fazer algumas reflexões.

Infelizmente, o cenário evangélico que se apresenta hoje não representa meu sentimento de "ser cristão."

Ao abraçar novidades bizarras de igrejas neo-pentecostais e/ou ao buscar respostas materiais na Teologia da Prosperidade - e em suas primas (e.g. "faça a obra de Deus e Deus cuidará da sua família e dos seus negócios) - muitos esquivaram-se da sã doutrina e se afundaram em decepções, frustrações e inestimáveis prejuízos na vida social, profissional, financeira e familiar.

Esse quadro descrito acima é uma realidade triste na vida de muitas pessoas sinceras e bem intencionadas que caíram nas armadilhas de líderes religiosos sem escrúpulo, que se auto-intitulam pastores, seja do alto ou baixo clero, mas que na verdade buscam ganhos materiais, fama pessoal e o direito de oprimir os outros.

Está na hora de fazer o caminho de volta.

O lado positivo dessa verdadeira crise silenciosa que aflige milhares de cristãos (me recuso a usar a expressão "evangélico", pois não me considero evangélico, assim como não sou melhor ou pior do que ninguém, apenas mais um cristão, como outro qualquer, na busca da verdade e do verdadeiro ensino de Cristo) é que ela pode representar uma oportunidade real de um retorno às Escrituras Sagradas.

Os reformadores lutaram contra as mordaças de sistemas religiosos autoritários no passado. A história se repete e só muda o endereço.

Chegou a hora de pensar, refletir e questionar. Líderes eclesiásticos não estão acima do bem e do mal. Suas palavras precisam ser colocadas em cheque, SEMPRE!

Precisamos desesperadamente de mais Bereianos, como na igreja primitiva, e de mais Luteros, como na Reforma Protestante, e por que não, de mais Gandhis - "comece em você, a mudança que deseja ver no mundo" (Gandhi).

Reforma já!

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